quarta-feira, 31 de outubro de 2012

História do Halloween


Em declaração feita no ano de 2009, o Vaticano condenou o Halloween como uma festa perigosa carregada por vários elementos anticristãos. No Brasil, observamos que algumas pessoas torcem o nariz para a comemoração do evento por entendê-lo como uma manifestação distante da nossa cultura. No fim das contas, muito se diz a respeito, mas poucos são aqueles que examinam minuciosamente os significados e origens de tal festividade.

Desde a Antiguidade, observamos que várias festividades populares eram cercadas pela valorização dos opostos que regem o mundo. Um dos mais claros exemplos disso ocorre com relação ao carnaval, que antecede toda a resignação da quaresma. No caso do Halloween, desde muito tempo, a festividade acontece um dia antes da “festa de todos os santos” e, por isso, tem seu nome inspirado na expressão "All hallow's eve", que significa a “véspera de todos os santos”.

Pelo fato do 1° de novembro estar cercado de um valor sagrado e extremamente positivo, os celtas, antigo povo que habitava as Ilhas Britânicas, acreditavam que o mundo seria ameaçado na véspera do evento pela ação de terríveis demônios e fantasmas. Dessa forma, o “halloween” nasce como uma preocupação simbólica onde a festa cercada por figuras estranhas e bizarras teria o objetivo de afastar a influência dos maus espíritos que ameaçariam suas colheitas.

No processo de ocupação das terras europeias, os povos pagãos trouxeram esta influencia cultural em pleno processo de disseminação do cristianismo. Inicialmente, os cristãos celebravam a todos os santos no mês de maio. Contudo, por volta do século IX, a Igreja promoveu uma adaptação em que a festa sagrada fora deslocada para o 1° de novembro. Dessa forma, os bárbaros convertidos se lembrariam da festa cristã que sucederia a antiga e já costumeira celebração do halloween.

Por ter essa relação intrínseca ao mundo dos espíritos, o halloween foi logo associado à figura das bruxas e feiticeiras. Na Idade Média, elas se tornaram ainda mais recorrentes na medida em que a Inquisição perseguiu e acusou várias pessoas de exercerem a bruxaria. Da mesma forma, os mortos também se tornaram comuns nesta celebração, por não mais pertencerem a essa mesma realidade etérea.

Entre todos os desalmados, destaca-se a antiga lenda de Stingy Jack. Segundo o mito irlandês, ele teria convidado o Diabo para beber com ele no dia do Halloween. Após se fartarem em bebida, o astuto Jack convenceu o Diabo a se transformar em uma moeda para que a conta do bar fosse paga. Contudo, ao invés de saldar a dívida, Jack pregou a moeda em um crucifixo.

Para se livrar da prisão, o Diabo aceitou um acordo em que prometia nunca importunar Jack. Dessa forma, ele foi libertado e nunca mais importunou o homem. Entretanto, Jack morreu e não foi aceito nas portas do céu por ter realizado um trato com o demônio. Ao descer para os infernos, também foi rejeitado pelo Diabo por conta do trato que possuíam. Vendo que Jack estava solitário e perdido, o demônio lhe entregou um nabo com carvão que lhe serviu de lanterna.

Ao chegarem à América do Norte, os irlandeses trouxeram a festa do Halloween para as Américas e transformaram a lanterna de Jack em uma abóbora iluminada com feições humanas. Os disfarces e máscaras, tão usadas pelos participantes da festa, seriam uma forma de evitar que fossem reconhecidos pelos espíritos que vagam neste dia. Atualmente, as fantasias são utilizadas por crianças que batem às portas exigindo guloseimas no lugar de alguma travessura contra o proprietário da casa.

De fato, a celebração do Halloween remete a uma série de antigos valores da cultura bárbaro-cristã que se forma na Europa Medieval. Nessa época, várias outras festas celebravam o processo de movimentação do mundo ao destacar os opostos que configuravam o seu mundo. No jogo de oposições simbólicas, mais do que o valor de um simples embate, o homem acaba por visualizar a alternância e a transformação enquanto elementos centrais da vida.

(Rainer Sousa - Graduado em História - Equipe Brasil Escola)

Halloween no Brasil


O halloween no Brasil é chamado de Dia das Bruxas. Sua celebração acontece  no dia 31 de outubro. Acredita-se que na passagem dessa noite, as almas saem de seus túmulos e partem pelas ruas amedrontando todos aqueles que estão por perto. 

O dia das bruxas se infiltrou em nossas comemorações de forma tímida, pois o Brasil, país que celebra as coisas boas da vida, não se vê em meio a festividade à mortos. Apesar de sua pequena influência, pode ser vista em escolas, clubes, casas noturnas e shoppings centers de várias cidades, mas como dito anteriormente, não adquire força expressiva já que nem o folclore local é efetivamente comemorado. Muitos nacionalistas dão créditos a influência do imperialismo cultural americano à vinda do halloween, porém alguns brasileiros localizados em São Luiz do Paraitinga cidade paulista, decretou o dia 31 de outubro como o dia oficial do Saci Pererê em protesto à inclusão do Halloween. A maioria das manifestações critica a posição dos brasileiros em importar a cultura americana já que o país tem grande diversidade folclórica que não é aproveitada e comemorada.

Apesar de todo o esforço da imprensa em destacar essa festividade norte-americana, os brasileiros não costumam se apegar à festa. É na maioria das vezes comemorada pela elite, pessoas que vivem apenas do que é estrangeiro e por poucas pessoas das classes médias e baixas dão considerações à noite do halloween. No Rio de Janeiro as manifestações são caracterizadas por placas espalhadas pela cidade opondo tal prática e ainda em pedido ao retorno das considerações brasileiras, isto é, dar valor e importância as crenças nascidas no país deixando manifestar o patriotismo dentro de nossa cultura.

(Gabriela Cabral - Equipe Brasil Escola)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

As entrelinhas...


"De que valem acentos diferenciais, vírgulas de deslocamento, coesão e coerência se a incoerência do amor não pode ser traduzida em palavras?
Pouco importa localização e rosa dos ventos, se os ventos que por aqui passam não trazem consigo teu cheiro.
Para que saber a história dos grandes reis e impérios, das guerras e das conquistas, se te conquistar é invadir fortalezas, enfrentar exércitos, suportar as penas mais terríveis, todos os dias...
Joguei fora teoremas e fórmulas, o bom é errar, discutir e depois fazer as pazes. 
Abrir mão de querer sempre analisar, controlar, traduzir tudo ao pé da letra, importante é o contexto. 
As entrelinhas é que fazem a diferença."


UBUNTU pra você!

Agir como jardineiro...


Você precisa agir como o jardineiro, que sempre vai ao canteiro arrancar o mato.
Por mais bonito que seja o jardim, sempre há algum mato.
Um canteiro bem afofado, preparado, regado, é terreno fértil…
Portanto, é preciso estar sempre atento.
Há um provérbio chinês muito sábio que diz assim:
“Não é a erva daninha que mata a planta, é a preguiça do agricultor".

(Monsenhor Jonas Abib)


O amor!!!


Quando o amor acenar,
siga-o ainda que por caminhos
ásperos e íngremes.
Debulha-o até deixá-lo nu.
Transforma-o,
livrando-o de sua palha.
Tritura-o,
até torná-lo branco.
Amassa-o,
até deixá-lo macio
e,então,submete ao fogo
para que se transformar em pão
para alimentar o corpo e o coração!

(Khalil Gibran)


Frase do dia


Paciência e tempo dão mais resultado que força e raiva.

(La Fontaine)


Ser mulher!!!


"Ser mulher é viver mil vezes em apenas uma vida, é lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora, é estar antes do ontem e depois do amanhã, é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus atos.
Ser mulher é caminhar na dúvida cheia de certezas, é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.
Ser mulher é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza, é cancelar sonhos em prol de terceiros, é acreditar quando ninguém mais acredita, é esperar quando ninguém mais espera.
Ser mulher é identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa, é ser enganada e sempre dar mais uma chance é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.
Ser mulher é estar em mil lugares de uma só vez, é fazer mil papéis ao mesmo tempo, é ser forte e fingir que é frágil
Ser mulher é se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas, é distribuir emoções que nem sempre são captadas.
Ser mulher é comprar, emprestar, alugar, vender sentimentos, mas jamais dever, é construir castelos na areia, vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim amá-las.
Ser mulher é saber dar o perdão, é tentar recuperar o irrecuperável, é entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.
Ser mulher é estender a mão a quem ainda não pediu, é doar o que ainda não foi solicitado.
Ser mulher é não ter vergonha de chorar por amor, é saber a hora certa do fim, é esperar sempre por um recomeço.
Ser mulher é ter a arrogância de viver apesar dos dissabores, das desilusões, das traições e das decepções.
Ser mulher é ser mãe dos seus filhos e dos filhos dos outros e amá-los igualmente.
Ser mulher é ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem, é desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos e fincar a bandeira da conquista.
Ser mulher é entender as fases da lua por ter suas próprias fases. É ser nova quando o coração está a espera do amor, ser crescente quando o coração está se enchendo de amor, ser cheia quando ele já está transbordando de tanto amor e minguante quando esse amor vai embora.
Ser mulher é hospedar dentro de si o sentimento de perdão, é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes coisas que nunca ficaram esquecidas.
Ser mulher é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando. Ser mulher é ser princesa aos 20, rainha aos 30, imperatriz aos 40 e especial a vida toda.
Ser mulher é conseguir encontrar uma flor no deserto, água na seca e labaredas no mar.
Ser mulher é chorar calada as dores do mundo e em apenas um segundo já estar sorrindo.
Ser mulher é subir degraus e se os tiver que descer não precisar de ajuda, é tropeçar, cair e voltar a andar.
Ser mulher é saber ser Super Homem quando o sol nasce e virar Cinderela quando a noite chega.
Ser mulher é acima de tudo um estado de espírito, é ter dentro de si um tesouro escondido e ainda assim dividi-lo com o mundo."

Minha alegria cabe...

Minha alegria cabe num fim de tarde. 
Na brisa que aconchega meu rosto, no sossego da paisagem, na volta pra casa. 
Cabe no outono e na primavera, nas conquistas da trajetória, na emoção das surpresas. 
Nas idéias surgidas após uma expectativa. 
Cabe no que é simples e incomparável por assim ser. 
Na carta que chega, na música alta, na foto que pendurei na parede, na poesia.

(Yohana Sanfer)


Sincronicidade da vida


"Tem sempre aqueles pessimistas que insistem em afirmar que é impossível viver anos com alguém e ainda manter a paixão – não acredite neles.
Acredite que a paixão se renova, se recicla, se transforma.
Mas que não precisa se apagar.
Vai ter sempre alguém pra tentar de fazer ver o lado ruim da vida, mas fortes são os que, apesar de tudo, ainda enxergam as coisas boas – e são gratos por elas.
Vai ter sempre alguém que vai olhar aquele sol alaranjado tingindo o céu se pondo, e vai reclamar que o brilho cega seus olhos.
Mas pra esses, não adianta explicar mesmo.
São poucos os que entendem a importância das sincronicidades da vida..."





Reflexão

"Porque se for pra ficar com um amor mais-ou-menos, daqueles melhor-isso-do-que-nada, melhor ficar sozinho. Se dentre um universo de pessoas você escolheu aquela para dar as mãos, que ela seja tão especial que você, toda noite, ao fazer carinho na cabeça dela antes de dormir, pense – Obrigado por esse privilégio. 
Escolher abrir mão disso, é escolher viver uma vida opaca."

A Pedra

A carroça vazia

Rezar X Orar

"Rezar é repetir palavras segundo fórmulas determinadas.
É produzir eco que a brisa dissipa, como sucede à voz do sino que no espaço se espraia e morre.

Orar é sentir. O sentimento é intraduzível. Não há palavra que o defina com absoluta precisão.
O mais rico vocabulário do mundo é pobre para traduzir a grandeza de um sentimento.
Não há fórmula que o contenha, não há molde que o guarde, não há modelo que o plasme.
O sentimento é, por natureza, incoercível.
Como o relâmpago prenunciando temporal, o sentimento fere o campo de nossa consciência; e, num dado instante, penetra o âmago do infinito.
Quem o retém? Quem ousa interpretá-lo? Quem o pesa e quem o mede?
Só Deus o conhece, só Deus o julga com justiça, porque só Deus sabe o que são essas vibrações de nossa alma, quando para Ele apelamos na linguagem misteriosa do sentimento.
Nosso espírito sintetiza numa só vibração aquilo que o vocabulário terreno não diria após haver esgotado o derradeiro elemento de todos os seus recursos.

Orar é irradiar para Deus, firmando desse modo nossa comunhão com Ele."




A importância do livro...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A lição dada pela "Águia"


"A águia é a ave que possui maior longevidade da espécie. Chega a viver setenta anos.

Mas para chegar a essa idade, aos quarenta anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão. Aos quarenta ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil!

Então a águia só tem duas alternativas: Morrer, ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar cento e cinquenta dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo.

Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só cinco meses depois sai o formoso vôo de renovação e para viver então mais trinta anos.

Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes, velhos hábitos que nos causam dor.

Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que a renovação sempre nos traz."

Diagnóstico das Hérnias de Disco Cervical

O diagnóstico da hérnia cervical segue o padrão de diagnóstico das hérnias de disco em geral, com algumas particularidades, naturalmente. O sintoma predominante é a dor, que pode ser leve ou forte, acompanhada ou não de espasmo muscular. Ela aparece no pescoço, ombros e braços. Em geral piora em certas posições e melhora em outras. Dependendo do grau de compressão que a hérnia produz em uma dada raiz nervosa, a dor pode se estender ao braço, mãos e dedos; pode também adquirir características de caimbrãs nesses locais. Em geral ocorre diminuição da força e da sensibilidade, e alteração de reflexos na região comprometida. Os locais dos sintomas e sinais vão indicar qual ou quais discos estão herniados.
A hérnia de disco cervical ocorre com mais frequência em pessoas de idade avançada ou após traumatismo.

Opções de Tratamento da Hérnia da Coluna Cervical
Após o diagnóstico da hérnia de disco cervical, devemos iniciar o tratamento sem delongas. A despeito de haver várias abordagens terapêuticas, elas se enquadram em duas categorias:

Tratamento Conservador
O termo "Conservador" tem sido utilizado para englobar as terapias não cirúrgicas. A maioria dos pacientes com hérnia de disco cervical pode ser tratada de forma segura e eficaz por meio de modificações em suas atividades cotidianas e com o uso de algumas medidas que aliviam a dor e diminuem a inflamação. Com tais medidas, obtemos bons resultados em até 75% dos casos. Fazem parte do tratamento conservador:

Imobilização
Obtida com o uso de colar cervical. Mais benéfica durante as exacerbações da dor, porque reduz os movimentos da região. O colar sempre deve ser utilizado sob a supervisão do médico – o uso inadequado, como por exemplo, por tempo excessivo, pode causar fraqueza da musculatura do pescoço, o que pode agravar o problema causado pela hérnia.

Fisioterapia
Pode ser útil na diminuição do espasmo muscular na região cervical, resultando em alívio dos sintomas. Aplicações de calor superficial e massagem leve podem proporcionar conforto para o paciente.

Medicamentos – Prescrevemos analgésicos potentes, anti-inflamatórios e relaxantes musculares. Em muitos casos de hérnia esta terapia pode propiciar bons resultados no longo prazo.

Infiltrações
Infiltramos anestésicos diretamente no local dolorido (músculo). É uma técnica que pode proporcionar alívio significativo da dor e é bastante segura.

O tratamento da hérnia de disco cervical prevê uma volta gradual do paciente às suas atividades normais e o início também gradual, de exercícios.

Quero destacar que estas orientações para o tratamento da hérnia de disco cervical não são absolutas e só o seu neurocirurgião poderá fazer um julgamento sobre qual tratamento é mais apropriado para o seu caso e qual não é recomendável.

Após duas semanas de tratamento da hérnia, o benefício máximo é alcançado; então podem aparecer problemas relacionados à imobilidade do período de tratamento, como por exemplo, rigidez articular e fraqueza muscular. Entramos então numa fase que requer a participação do fisoterapeuta, primeiro fazendo uma avaliação do caso, e depois executando os procedimentos adequados.

Entre os tratamentos conservadores para a hérnia de disco cervical, trações não são recomendadas e tampouco ingestão de altas doses de vitaminas, pois faltam provas científicas do seu valor terapêutico.

Devo ressaltar que os efeitos naturais do envelhecimento que resultam em diminuição da massa óssea e da força, assim como da elasticidade dos músculos e ligamentos, facilitam o aparecimento de hérnias, inclusive na região cervical. Entretanto esses efeitos podem ser retardados. No longo prazo, recomendamos a manutenção do condicionamento físico.

Em qualquer faixa etária, deve-se evitar o sedentarismo, a desnutrição e o tabagismo, pois estes fatores aumentam a chance de recorrência de hérnias e outros problemas na coluna cervical.

Tratamento Cirúrgico
A maioria dos pacientes com hérnia de disco aguda, seja ela cervical ou em outro local, vai melhorar naturalmente, posto que a dor o leva naturalmente a reduzir as atividades e adotar posturas defensivas. Isso reduz a inflamação no nervo comprimido. Mas, se o caso requer cirurgia, ela deve ser feita o mais breve possível para evitar sequelas. O período de convalescência varia entre duas e seis semanas.

As indicações de cirurgia da hérnia de disco cervical em que há mais consenso são: 
1. Paciente fez tratamento conservador mas continua sentindo dor – É o que ocorre na maioria dos caos que vão à cirurgia.
2. Aparecimento de sinais ou sintomas sugestivos de compressão medular – Por exemplo, alteração da marcha, dificuldade nos movimentos finos das mãos e braços, ou sensações de choques e formigamento descendo das costas até as pernas.
3. Pacientes nos quais a compressão comprometeu algum músculo do braço, antebraço ou mão, ao ponto de diminuir sua força; é recomendável que sejam operados logo.
4. Paciente impedidos de levar uma vida normal por causa de frequentes crises de dor.

Opções de Tratamento Cirúrgico da Hérnia de Disco Cervical
Uma vez tomada a decisão pela cirurgia, é hora de escolher o tipo de intervenção. Ela pode ser a convencional, em que o neurocirurgião tem a visão normal do campo operatório, ou pode ser a microcirurgia, na qual o neurocirurgião tem uma visão ampliada, proporcionada pelo microscópio. O próprio microscópio cirúrgico tem evoluído e proporcionado cada vez mais condições de uma intervenção com recuperação rápida, graças a um conjunto de fatores: melhor visibilidade, maior controle do sangramento, menor mobilização das estruturas adjacentes, especialmente medula e raízes nervosas.

As opções de acesso à hérnia de disco cervical são:

Acesso pela Via Anterior
Quando fazemos a incisão na parte da frente do pescoço.

Acesso pela Via Posterior
Quando fazemos a incisão na parte de trás do pescoço (pouco utilizada; esta via é reservada para alguns tipos especiais de hérnias).
A cirurgia pode implicar em alguns procedimentos adicionais, como a fixação ou fusão de vértebras cervicais por meio de placas e parafusos e enxerto ósseo. Estes procedimentos são empregados quando desejamos aumentar a estabilidade da coluna. Eles podem ser acrescentados à microcirurgia por via anterior.
Afora a intervenção cirúrgica de correção direta do problema no disco, existe a Cirurgia endoscópica ou “minimamente invasiva” – Usa técnicas com pouca ou nenhuma intervenção no organismo, como o emprego de raio laser ou injeção de produtos químicos nos discos. Existem algumas controvérsias sobre tais técnicas, mas elas poderão evoluir com o tempo.

(Dr. Alexandre de Resende Pires Miranda)


O que é Tendinite do manguito rotador?

Sinônimos: Ombro de nadador, ombro de tenista
O manguito rotador consiste em um grupo de músculos e tendões que se prendem aos ossos da articulação do ombro, permitindo a movimentação do ombro e mantendo-o estável.

Tendinite do manguito rotador refere -se à irritação desses tendões e a inflamação da bursa (uma camada normalmente macia) que reveste esses tendões.
A ruptura de um manguito rotador ocorre quando um dos tendões é lesionado por uso excessivo ou ferimento.

Causas
A articulação do ombro é uma junta articulada em que a parte superior do osso do braço (úmero) forma uma junta com a escápula. O manguito rotador mantém a cabeça do úmero dentro da escápula e controla o movimento da articulação do ombro.

Os tendões do manguito rotador passam por baixo da área óssea em direção à união com a parte superior do osso do braço. Quando esses tendões ficam inflamados, eles podem se tornar mais desgastados nessa área durante os movimentos do ombro. Às vezes, um osteófito pode estreitar o espaço ainda mais.

Esse problema é chamado de tendinite do manguito rotador ou síndrome do impacto e pode ocorrer ao:
Manter o braço na mesma posição por um longo período, como ao trabalhar no computador ou arrumar o cabelo
Dormir sobre o mesmo braço todas as noites
Praticar esportes que exigem que o braço seja movido sobre a cabeça repetidamente, como no tênis, beisebol (especialmente no lançamento), natação e no levantamento de peso sobre a cabeça.
Trabalhar com o braço levantado por muitas horas ou dias (como pintores e carpinteiros)
Coordenar ou controlar insatisfatoriamente o ombro e os músculos da escápula
A má postura por muitos anos e o desgaste normal dos tendões que ocorre com a idade também podem levar à tendinite do manguito rotador.

Lacerações do manguito rotador podem ocorrer de duas maneiras:
Uma laceração súbita ou aguda ao cair sobre o braço esticado ou após um movimento súbito não controlado ao tentar levantar algo pesado.
Uma laceração crônica do tendão do manguito rotador ocorre lentamente com o tempo. É mais provável em pessoas com tendinite crônica ou síndrome do impacto. Em algum momento, o tendão ficará desgastado e se romperá.

Há dois tipos de laceração do manguito rotador:
A laceração parcial ocorre quando uma laceração não rompe completamente os ligamentos do osso.
A laceração total ou profunda refere-se a uma ruptura completa. Ela pode ser pequena, como a cabeça de um prego, ou afetar todo o tendão do músculo. Rupturas completas provocam o deslocamento do tendão do ponto de união e não saram muito bem.

Exames
Um exame físico pode revelar sensibilidade no ombro. Pode haver dor quando o ombro é levantado acima da cabeça. Normalmente, há uma fraqueza do ombro quando colocado em determinadas posições.

Raios X do ombro podem mostrar um osteófito. Eles podem ser realizados no consultório médico.

Se o médico suspeitar que você está com uma laceração do manguito rotador, você poderá fazer um ou mais dos seguintes testes:

Um exame de ultrassom usa ondas sonoras para criar uma imagem da articulação do ombro. Em geral, ele pode mostrar uma laceração no manguito rotador.
A ressonância magnética do ombro pode mostrar inchaço ou uma laceração no manguito rotador.
Às vezes, um teste de imagiologia especial, chamado artrografia, é necessário para diagnosticar uma laceração do manguito rotador. O médico injetará um contraste na articulação do seu ombro. Em seguida, uma radiografia, tomografia ou ressonância magnética é usada para obter uma imagem. O contraste geralmente é usado quando o médico suspeita de uma laceração pequena do manguito rotador.

No início, a dor ocorre em atividades em que o braço permanece acima da cabeça ou elevado para o lado. Essas atividades incluem escovar o cabelo, alcançar objetos em prateleiras ou praticar um esporte que use movimentos do braço acima da cabeça.

A dor é mais provável na parte da frente do ombro e pode irradiar para o lado do braço. Entretanto, essa dor sempre para antes de chegar nos cotovelos. Se a dor se desloca além do braço para o cotovelo e a mão, isso pode indicar um nervo comprimido.
Também pode haver dor ao abaixar os ombros de uma posição levantada.
Inicialmente, essa dor pode ser branda e ocorrer apenas com certos movimentos do braço. Com o tempo, a dor pode estar presente com o braço em repouso ou à noite, principalmente ao deitar sobre o ombro afetado.

Você pode apresentar fraqueza e perda de movimento ao erguer o braço acima da cabeça. Seu ombro pode ficar rígido ao levantar peso ou movimentar-se. Pode se tornar mais difícil levar o braço às costas.

Lacerações do manguito rotador

A dor de uma laceração súbita após uma queda ou lesão geralmente é intensa. Normalmente, há fraqueza do ombro e do braço, assim como uma sensação de estalo durante a movimentação.

Os sintomas de uma laceração crônica do manguito rotador incluem aumento gradual da dor, fraqueza e rigidez ou perda de movimento. O momento exato em que uma laceração do manguito rotador inicia em alguém com tendinite crônica pode ou não ser percebida.

A maioria das pessoas com lacerações de tendão do manguito rotador sentem dor à noite. As dores que pioram durante a noite podem acordá-lo. Durante o dia, a dor é mais tolerável e ocorre com certos movimentos.


Com o tempo, os sintomas ficam muito piores e não são aliviados por medicamentos, descanso ou exercício.

Buscando ajuda médica
Marque uma consulta com seu médico se tiver dor persistente no ombro. Faça o mesmo caso os sintomas não melhorem com o tratamento.

O tratamento envolve repousar o ombro e evitar atividades que provoquem dor. Pode consistir em:
Aplicar bolsas de gelo no ombro por 20 minutos, 3 a 4 vezes por dia
Tomar drogas como ibuprofeno e naproxeno para ajudar a reduzir o inchaço e a dor
Evitar ou reduzir atividades que possam causar ou piorar os sintomas

Você deve iniciar a fisioterapia para aprender exercícios de alongamento e para fortalecer os músculos do manguito rotador.

Se a dor persistir ou se a fisioterapia não for possível por causa de dor severa, uma injeção de esteroides poderá ajudar a reduzir a dor e o inchaço dos tendões afetados o suficiente para permitir uma fisioterapia eficaz.

Com descanso e exercícios, os sintomas geralmente melhoram ou desaparecem. Entretanto, isso pode levar semanas ou meses para acontecer.

A artroscopia pode ser usada para remover tecidos inflamados e parte do osso que se localiza acima do manguito rotador. Remover o osso pode aliviar a pressão nos tendões.

Lacerações do manguito rotador
Uma pessoa com laceração parcial do manguito rotador que normalmente não sobrecarrega o ombro pode tentar descansar e se exercitar.

Se o manguito rotador tiver uma ruptura completa ou se os sintomas persistirem apesar de uma terapia conservadora, poderá ser necessária uma cirurgia para reparar o tendão. Na maior parte dos casos, a cirurgia artroscópica pode ser usada. Alguns rompimentos amplos requerem cirurgia aberta para reparar o tendão lesionado.

Expectativas
Muitas pessoas se recuperam completamente após combinar medicamentos, fisioterapia e injeções de esteroides após um episódio de tendinite do manguito rotador. Algumas precisam alterar ou reduzir o tempo dedicado a certos esportes para se verem livres da dor.

As pessoas com rupturas do manguito rotador tendem a ter bons prognósticos, embora o resultado dependa enormemente do tamanho da ruptura e de quanto tempo ela esteve presente, bem como da idade e do nível de funcionalidade anterior à lesão.



Oito Mil visitas no meu Blog ... Obrigada !!!


Olá leitores,

Novamente estou muito satisfeita, e estou aqui para agradecer o carinho, a dedicação e as visitas ao nosso blog. 

Atingimos a marca de Oito Mil acessos em 18 dias !!!

... e isso me transborda de ânimo para dar continuidade às minhas buscas, meus estudos, minhas observações, minhas leituras, comentários, reflexões, frases do dia e tudo aquilo que eu achar digno de ser levado à vocês. Tenham certeza, que estarei atenta à todos os temas interessantes. 

Meu compromisso para este mês, está assumido e garanto muito empenho para satisfazer a todos os gostos.

Ficarei na torcida para num prazo bem curto estar aqui, novamente, agradecendo mais mil ou mais acessos, assim terei certeza de estar atendendo a solicitação de todos os nossos queridos blogueiros!!!

Indique aos seus amigos, familiares, seguidores. Aproveite e divirta-se.


O Deus que habita em mim, saúda o Deus que habita em você... Namastê!!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O que é Osteoporose ?


Doença que atinge os ossos caracterizada pelo afinamento do tecido ósseo e perda progressiva da massa óssea, deixando- os fracos e com possibilidade de fraturas em pequenas quedas ou a mínimos esforços.
É uma doença silenciosa e pode atingir 50% das mulheres da região metropolitana.

A ostoporose é causada pelo desequilíbrio na manutenção do osso, ou seja, quando há mais perda do que renovação de tecido. Com isso, o osso fica frágil e pode quebrar.

Por não apresentar sintomas, o diagnóstico precoce é a arma para evitar a quebra do osso. "Se identificada no início, a medicação retarda a primeira fatura. Se a fratura já tiver acontecido, a medicação reduz em 50% o risco de ter a segunda", explica a coordenadora de densiometria óssea da Fidi, Vera Azejnfeld.

O coordenador da Comissão de Osteoporose da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Sebastião Cézar Radominski, diz que a prevenção começa na infância, com dieta rica em cálcio, exercícios físicos e banhos de sol.

Os dados confirmam aquilo que vemos na rotina de trabalho. O importante é evitar a fratura, que causa risco de vida para cerca de 20% dos pacientes que quebram o fêmur.

Quem é atingido
* Mulheres, especialmente na fase da menopausa.
* Quem tem histórico familiar (homens também pode ser atingidos).
* Quem tem deficiência na produção de hormônios.
* Quem toma medicamentos à base de cortisona, heparina ou para tratamento da epilepsia.
* Pessoas com dieta deficiente em cálcio e vitamina D.
* Pessoas que tomam pouco sol.
* Sedentários.
* Fumantes.
* Quem bebe álcool em excesso.
* Portadores de doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas.

(Marcela Spinosa - Jornal Metrô São Paulo)

domingo, 21 de outubro de 2012

Mude... para melhor viver!

A flor da honestidade


Conta-se que por volta do ano 250 a.c, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar. 

Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio. 

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe. 

Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula : 

- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura. 

E a filha respondeu : 

- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz. 

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio : 

- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China. 

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc... 

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado. 

Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. 

Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe. 

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena. 

Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. 

As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. 

Então, calmamente o príncipe esclareceu: 

- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis. 

A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor 

- Que esta nos sirva de lição e independente de tudo e todas as situações vergonhosas que nos rodeiam , possamos ser luz para aqueles que nos cercam .


A lição da semente


Diante da perplexidade dos ouvintes, falou Jesus, convincente:

- Em verdade, é muito difícil vencer os aflitivos cuidados da vida humana. Para onde se voltem nossos olhos, encontramos a guerra, a incompreensão, a injustiça e o sofrimento. No Templo, que é o Lar do Senhor, comparecem o orgulho e a vaidade nos ricos, o ódio e a revolta nos pobres. Nem sempre é possível trazer o coração puro e limpo, como seria de desejar, porque há espinheiros, lamaçais e serpentes que nos rodeiam. Entretanto, a idéia do Reino Divino é assim como a semente minúscula do trigo. Quase imperceptível é lançada à terra, suportando-lhe o peso e os detritos, mas, se germina, a pressão e as impurezas do solo não lhe paralisam a marcha. Atravessa o chão escuro e, embora dele retire em grande parte o próprio alimento, o seu impulso de procurar a luz de cima é dominante. Desde então, haja sol ou chuva, faça dia ou noite, trabalha sem cessar no próprio crescimento e, nessa ânsia de subir, frutifica para o bem de todos. O aprendiz que sentiu a felicidade do avivamento interior, qual ocorre à semente de trigo, observa que longas raízes o prendem às inibições terrestres... Sabe que a maldade e a suspeita lhe rondam os passos, que a dor é ameaça constante; todavia, experimenta, acima de tudo, o impulso de ascensão e não mais consegue deter-se. Age constantemente na esfera de que se fez peregrino, em favor do bem geral. Não encontra seduções irresistíveis nas flores da jornada. O reencontro com a Divindade, de que se reconhece venturoso herdeiro, constitui-lhe objetivo imutável e não mais descansa, na marcha, como se uma luz consumidora e ardente lhe torturasse o coração. Sem perceber, produz frutos de esperança, bondade, amor e salvação, porque jamais recua para contar os benefícios de que se fez instrumento fiel. A visão do Pai é a preocupação obcecante que lhe vibra na alma de filho saudoso.

O Mestre silenciou por momentos e concluiu:

- Em razão disso, ainda que o discípulo guarde os pés encarcerados no lodo da Terra, o trabalho infatigável no bem, no lugar em que se encontra, é o traço indiscutível de sua elevação. Conheceremos as árvores pelos frutos e identificaremos o operário do Céu pelos serviços em que se exprime.

A essa altura, Pedro interferiu, perguntando:

- Senhor: que dizer, então, daqueles que conhecem os sagrados princípios da caridade e não os praticam?

Esboçou Jesus manifesta satisfação no olhar e elucidou:

- Estes, Simão, representam sementes que dormem, apesar de projetadas no seio dadivoso da terra. Guardarão consigo preciosos valores do Céu, mas jazem inúteis por muito tempo. Estejamos, porém, convictos de que os aguaceiros e furacões passarão por elas, renovando-lhes a posição no solo, e elas germinarão, vitoriosas, um dia. Nos campos de Nosso Pai, há milhões de almas assim, aguardando as tempestades renovadoras da experiência, para que se dirijam à glória do futuro. Auxiliemo-las com amor e prossigamos, por nossa vez, mirando a frente!

Em seguida, ante o silêncio de todos, Jesus abençoou a pequena assembléia familiar e partiu.

(Neio Lúcio)

Reflexão


"A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca jogue uma bola na vida de forma que você não esteja pronto para recebe-la.
A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos....”



sábado, 20 de outubro de 2012

A importância do diálogo no relacionamento

É muito difícil encontrar um casal que nunca teve algum desentendimento. Os conflitos são comuns num casamento, já que ele é composto por duas pessoas que nem sempre compartilham da mesma opinião. Apesar de não existir uma fórmula mágica para esta relação dar certo, o diálogo aberto pode ser o melhor caminho para os casais que buscam um relacionamento sólido.

A psicóloga e diretora do grupo Sanare, Fátima Bittencourt, afirma que, no tocante ao casamento, entende-se que a comunicação pode fluir de forma íntima e verdadeira se houver entre o casal uma base sólida de companheirismo, compreensão, cumplicidade e confiança a ponto de um poder expor ao outro, sem receios, o que está se passando em sua mente e no seu coração. “Esse é o nível mais íntimo de comunicação que um casal pode atingir em seu relacionamento: a revelação do que está acontecendo consigo. Essa liberdade de expressão é fundamental para se saber como fazer o outro feliz.”

De acordo com a especialista, os erros mais comuns cometidos por casais durante uma discussão é o aumento do tom da voz, os julgamentos precoces e as agressões físicas e morais. Portanto, é necessário que ambos estejam empenhados em garantir a harmonia da relação, buscando o equilíbrio.

“Desenvolva a habilidade de ouvir seu cônjuge com interesse. Pare o que está fazendo e preste atenção no que ele está dizendo, ainda que você esteja assistindo a uma partida de futebol na televisão ou ao seu seriado predileto. Demonstre atenção por meio dos olhos e da expressão facial e corporal”, aconselha a psicóloga.

É conversando que a gente se entende

Fátima Bittencourt dá algumas dicas para os casais que buscam mais solidez no relacionamento.

Sugestões que podem ser o primeiro passo para estabelecer a harmonia e, por que não, o amadurecimento da relação:

-Não se precipite. Exerça domínio próprio a ponto de ouvir, com equilíbrio emocional, tudo o que seu cônjuge tem para lhe dizer;

-Não cometa o erro de ficar interrompendo o outro enquanto ele fala, isso é inconveniente e irritante;

-Não peça, impacientemente, que se fale com calma porque isso é uma incoerência;

-Avalie sempre o que vai dizer;

-Não use o silêncio como resposta porque isso pode fazer o outro pensar que ele está certo, ou que você o está menosprezando;

-É necessário falar, mas é importante avaliar primeiro o impacto que suas palavras irão causar;

Existe um recurso bastante proveitoso caso essas dicas não funcionem: a terapia de casal, em que o profissional orienta os cônjuges em assuntos nos quais estes não chegaram a um consenso ou nem mesmo souberam escutar.

Se as brigas fazem parte da sua rotina e você percebe que seu relacionamento está à beira do fim, procure ajuda de um profissional.


Porque um príncipe vira sapo


Para entender por que nos decepcionamos com o ser amado, é preciso conhecer o processo de namoro: saber o que leva a nos encantarmos sentimentalmente com alguém. O que faz uma pessoa até há pouco tempo desconhecida se tornar tão indispensável para nós que não imaginamos mais a vida sem ela? Não há como responder integralmente a essa pergunta, mas algumas conclusões parciais podem ser úteis para cometermos menos erros.
Em primeiro lugar, as pessoas se envolvem porque se acham incompletas. Se todos nós nos sentíssemos “inteiros” em vez de “metades”, não amaríamos, pois o amor é o sentimento que desenvolvemos por quem nos provoca aquelas sensações de aconchego e de algo completo que não conseguimos ter sozinhos. A escolha do parceiro envolve variáveis intrigantes, que vão do desejo de nos sabermos protegidos à necessidade de sermos úteis ou mesmo explorados.
A aparência física ocupa um papel importante nesta fase, sobretudo nos homens, que são mais sensíveis aos estímulos visuais. Muitos registram na memória figuras que os impressionaram e que servem de base para criar modelos ideais, com os quais cada mulher é confrontada. Pode ser a cor dos olhos, dos cabelos, o tipo de seio ou de quadril. São elementos que lembram desde suas mães até uma estrela de cinema.

Pior que desejar um príncipe e descobrir um sapo é querer transformar um sapo num príncipe
As mulheres também selecionam indicadores do homem ideal: deve ser esbelto ou musculoso, executivo ou intelectualizado, voltado para as artes e assim por diante. Todos esses ingredientes incluem elementos eróticos e se transformam, na nossa imaginação, em símbolos de parceiros ideais. De repente, julgamos ter encontrado uma quantidade significativa de tais símbolos naquela pessoa que passou pela nossa vida. E nos apaixonamos.
A fase de encantamento, no entanto, se fundamenta não só em aspectos ligados à aparência, mas também no que há por dentro. No entanto, uma outra situação pode ocorrer: conversamos com quem nos chamou a atenção e, devido à atração inicial e ao nosso enorme desejo de amar, tendemos a ver no seu interior as afinidades que sempre quisemos que existissem naquele que nos arrebata o coração.
Por exemplo: um rapaz franzino e intelectualizado é visto como emotivo, romântico, delicado, respeitoso e pouco ciumento. A moça se encanta com ele e espera que ele seja portador dessas qualidades. A isso chamamos idealização: acreditar que o outro tem características que lhe atribuímos. Sonhamos com um príncipe encantado – ou com uma princesa ideal – e projetamos todos os nossos desejos sobre aquela pessoa. E, quando passamos a conviver com ela, esperamos as reações próprias do ser que idealizamos.
Mas o que ocorre? É o indivíduo real que vai reagir e se comportar conforme suas peculiaridades. E é muito provável que nos decepcionemos – não exatamente por causa de suas características, mas porque havíamos despejado sobre ele fantasias de perfeição.
O erro nem sempre está no parceiro, e sim no fato de termos sonhado com ele mais do que prestado atenção no que ele realmente é. Eis aí um bom exemplo dos perigos derivados da sofisticação da mente, capaz de usar a imaginação de uma forma tão livre que a realidade jamais conseguirá alcançá-la.

(Flávio Gikovate)

O mal do século


“A preocupação deveria levar-nos à ação e não à depressão”, Karen Horney.

Uma onda de sucessivos suicídios tem deixado a sociedade sul capixaba em estado de alerta. Sendo a autopreservação um dos, senão o maior, instinto humano, então o que leva uma pessoa a cometer tal ato?

Conforme o portal Banco de Saúde, “há mais ou menos um século, tanto o sociólogo Émile Durkheim, quanto o psicanalista Sigmund Freud apresentaram algumas explicações. Durkheim, não surpreendentemente, viu as causas do suicídio em fatores sociais, como por exemplo, a incapacidade que uma pessoa tem de se integrar na sociedade, enquanto Freud enraizou sua explicação em impulsos instintivos, especialmente no que ele chamou de Instinto de Morte”.

Estudos recentes apontam que a depressão, dependência química, transtorno bipolar, transtorno de personalidade, anorexia e esquizofrenia são as principais causas, ou seja, a maioria das pessoas que cometem suicídio tem algum transtorno mental.

Ainda conforme o Banco de Saúde, Em 2005, estudiosos no assunto proporam que “as pessoas que se matam devem cumprir duas condições, além de se sentirem deprimidas e desesperadas. Primeiro, elas devem ter um forte desejo de morrer. Isso geralmente se dá quando as pessoas sentem que são uma carga intolerável sobre os outros, e também quando não se sentem parte de um grupo, e nem possuem alguém que possa lhes transmitir um sentimento de integração. Em segundo lugar, e mais importante, as pessoas que conseguem cometer suicídio apresentam capacidade para cometer tal ato. Isto pode parecer óbvio, mas ninguém, até então, tinha tentado descobrir porque algumas pessoas são capazes de se matarem, enquanto outras não. Não importa o quão sério alguém deseje morrer, o suicídio não é uma coisa fácil de fazer, pois o instinto de autopreservação é muito forte”.

De acordo com o estudo sobre o suicídio, existem várias maneiras de uma pessoa que deseja morrer desenvolver a capacidade de sobrepor-se ao instinto de autopreservação. Uma delas é treinando. Em muitos casos, uma primeira tentativa de suicídio é tímida, com cortes rasos ou uma ligeira overdose. Somente após várias tentativas que as ações são fatais.

Uma compreensão mais apurada dos fatos que levam as pessoas a cometerem suicídio pode auxiliar, e muito, os clínicos a avaliar o grupo de risco, e encontrar novos métodos de tratamento. A psicoterapia pode ajudar a desencorajar as pessoas a se machucarem, diminuindo a probabilidade de que muitas venham a cometer suicídio.

O problema é que muitos não procuram ajuda profissional porque os primeiros sintomas dos transtornos que acarretam nesta fatalidade, inicialmente, são boicotados pelo próprio ego e isso, com o estresse do mundo moderno, aliado a procrastinação (adiamento das ações ou trabalho, resultante de sensação de culpa por não cumprir seus compromissos) geram a ansiedade que causa desgaste físico e psíquico deixando o sujeito fragilizado, ou seja, deprimido.

Embora seja costume deixar tudo para “última hora”, esse adiamento pode se tornar um problema crônico e acabar causando alguma desordem psíquica, levando o indivíduo também ao que chamo de “mal do século”, a depressão e, em seguida o suicídio.

(Redação Maratimba.com)

Psicologia x Psicanálise x Psiquiatria

A inocência


Uma menininha, diariamente, vai e volta andando para a sua escola. 
Apesar do mau tempo daquela manhã e de nuvens estarem se formando, ela fez seu caminho diário para a escola. 
Com o passar do tempo, os ventos aumentaram e junto os raios e trovões. 
Preocupada, a mãe rapidamente entrou em seu carro e dirigiu pelo caminho em direção à escola. 
Logo ela avistou sua filhinha andando, mas, a cada relâmpago, a criança parava, olhava olhava para cima e Sorria. 
Outro e outro trovão e, após cada um, ela parava, olhava para cima e Sorria 
Finalmente, a menininha entrou no carro e a mãe curiosa foi logo perguntando: 
-"O que você estava fazendo?" 
A garotinha respondeu: -"Sorrindo! 
Deus não pára de tirar fotos minhas!!" 

Deixemos que toda inocência floresça em nossos corações para podermos ver a bela e real felicidade que está nos momentos de simplicidade...

Quanto você vale ?


Peça para um publicitário descrever um botão de camisa, você ficará deslumbrado com tantas funcionalidades que ele vai achar para o botão e vai até mudar o seu conceito sobre o "pobre" botãozinho.
Peça para uma pessoa apaixonada descrever a pessoa amada, aquela pessoa bem "feiazinha" que você conhece desde a infância e vai até pensar que ele está falando de outra pessoa. 
O apaixonado enche a descrição de delicadezas, doçura e gentilezas, transformando a fera em bela em instantes.

Peça para o poeta descrever o sol e a lua, e você vai se encantar pelos poderes apaixonantes da lua, pela beleza do sol que irradia seus raios 
como se fossem gotas do milagre divino no arrebalde da tarde quente onde o amor convida os apaixonados para viver a vida intensamente...

Peça para um economista falar da economia mundial e tome uma lição de números e mercados, bolsas e câmbios oscilantes, inflação e mercados emergentes, e se não sair de perto, vai acreditar que em breve teremos 
a maior recessão da história e que a China é o melhor lugar do mundo para se viver.

Agora, peça para uma pessoa desanimada ou depressiva falar da vida, do sol, da lua, dos botões, das rosas e do amor para você ver. 
Pegue um banquinho e um lenço e sente-se para chorar. É só reclamação, frustração, dores, misérias e desconfiança geral. Você sente a energia te contaminando, vai fazendo mal, vai te deixando sem forças, porque os desanimados, os reclamões e depressivos tem o poder "vampiresco" de sugar energias do bem e transformar em medo, e o medo paralisa as pessoas de tal forma que fica difícil até o mais simples pensar.

E você?
Como é que você descreve a sua vida?
Quem é você para você mesmo?
Como seria um comercial da sua vida?
Como você venderia o produto "você"?
Você é barato, tem custo acessível ou é daquelas figuras caras,daquelas que não tem tempo para perder com a tristeza e com o passado?
Você tem 1001 utilidades?

Alias, você vive em que século mesmo?
São os teus olhos que refletem o que vai na sua alma, e o que vai na sua alma se reflete na qualidade de vida que você leva. 
É o seu trabalho que representa o seu talento, ou não. 
Por isso, não tem outro jeito, seja o melhor divulgador de você mesmo, 
valorize-se, esteja sempre pronto para dar o seu melhor, com seu melhor sorriso, com sua melhor roupa, com seu melhor sentimento, com suas melhores intenções, com sua gentileza sempre pronta para entrar em ação.

V A L O R I Z E - S E!

Não importa o que você faz, importa sim como você faz, isso sim, faz toda a diferença.


O eco da vida

Um filho e seu pai caminhavam pelas montanhas.
De repente o filho cai, machuca e grita: - Aai!!
 Para sua surpresa, escuta a voz se repetir, em algum lugar da montanha: - Aai!!
Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?
Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!
Olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção. Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você! A voz responde: - Eu admiro você!
De novo o homem grita: - Você é um campeão! A voz responde: - Você é um campeão!
O menino fica espantado, não entende.
Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas na verdade isso é a VIDA. Ela lhe dá de volta tudo o que você diz ou faz.
Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.
Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.
O mundo é somente a prova da nossa capacidade.
Ela sempre vai lhe dar de volta o que você deu a ela. SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA; É CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ!


Reflexão


"Que hei de fazer para amar a meu próximo?", perguntou o discípulo ao mestre.

"Deixe de odiar a si mesmo", respondeu.

O discípulo meditou profunda e seriamente estas palavras e tornou a dizer ao mestre:

"A questão é se amo demasiadamente a mim mesmo... Se sou egoísta e egocêntrico... Como posso livrar-me do meu egoísmo?"

"Seja amigo de si mesmo, e o seu eu ficará satisfeito e o deixará em liberdade para amar ao seu próximo".

(Anthony de Mello)


Distúrbio de personalidade paranóide

Distúrbio de personalidade anti- social

Distúrbio de personalidade histriônica

Distúrbio de personalidade de abstenção

Distúrbio de personalidade esquizotípica

Distúrbio de personalidade narcisística

 Distúrbio de personalidade de narcisís

Boderline

Distúrbio de personalidade dependente

Disturbio Mental

TOC

Processo teraêeutico

O processo terapêutico é como atravessar um túnel. 
Neste túnel você vai rever muitas cenas da historia da sua vida de um ângulo completamente novo, fazendo conexões inusitadas entre os eventos e percebendo a potência do passado para moldar quem você é hoje e a potência do presente para construir novas possibilidades de vida.
Na travessia deste túnel você vai aprender a reconhecer os seus padrões de comportamento que levam você a se comportar de modo parecido em situações diferentes, muitas vezes "repetindo os mesmos erros". 
Você vai aprender a reconhecer o "como" do seu comportamento, como você age, como se relaciona, como pensa,como sente e vai aprender caminhos para poder influenciar e transformar estes padrões.
Esta é uma travessia acompanhada, acompanhada de alguém que pode ajudar você a se compreender. 
Alguém que pode te ajudar a transformar o seu jeito de ser, a mudar e a se conhecer profundamente. 
É uma travessia que pode mudar profundamente a sua vida.



Consciência Pós Morte

Segundo Carlos Antonio Fragoso Guimarães a Psicologia Transpessoal é a corrente mais avançada em Psicologia que acredita na consciência pós morte. Segundo Carolina Loca, a Psicologia Transpessoal é um instrumento de pesquisa da natureza essencial do ser. Para ela, a energia nunca morre, mas sempre se transforma. A energia seria igual a consciência que seria igual ao infinito.

Aparte da Psicologia, na medicina, uma pesquisa de quase morte feita em dez hospitais da Holanda, pelo dr. Sam Parnia e o dr. Peter Fenwick observou mil e quinhentas pessoas em seu leito de morte. Destas, noventa por cento sofreram ataques cardíacos e dez por cento, foram vítimas de acidentes.
Foram constatadas mortas pois o coração, a respiração e os impulsos cerebrais haviam parado.
Dez por cento destes pacientes, que puderam ser ressuscitados, tiveram certas experiências no tempo em que estavam mortos. Como exemplo relataram que podiam ver e ouvir o que estava acontecendo na sala onde estavam. Já que haviam sido considerados mortos, como isso pode acontecer? Alguns pacientes reconheceram pessoas que ajudaram na sua ressurreição. Outros se lembram das conversas entre os médicos. Eles enxergavam o que os médicos faziam para trazê-los de volta à vida.
Estas pesquisas são muito curiosas. Como explicar que pessoas devidamente mortas possam ter vivenciado as situações reais que ocorriam no hospital.
Nesta mesma pesquisa alguns pacientes experimentavam inclusive ver e ouvir coisas em outros lugares do hospital. Um deles, relatou que foi até o recinto ao lado e conversou com uma mulher que também estava clinicamente morta.
Um relato impressionante foi que enquanto do lado de dentro os médicos trabalhavam pra ressuscitar um homem, este mesmo homem jura que foi passear, viu um conecido no parque, o que foi confirmado depois pelo próprio. Neste mesmo passeio, o paciente testemunhou um atropelamento na rua. O atropelado e o paciente chegaram até a conversar. O atropelado sumiu em uma luz, o paciente sentiu uma forte atração para voltar para o hospital.
Os pesquisadores averiguaram a história na delegacia. O atropelamento aconteceu exatamente como ele falou. Incrível! A pesquisa foi tão motivadora que os médicos formaram uma fundação para estudos sobre a vida pós morte, vista a necessidade de continuar pesquisas em maior escala.


Teorias de Freud: Vida e impulsos de morte


Freud acreditava que todos os humanos comportamento foi motivado por impulsos, que são apenas representações do neurológico
necessidades físicas. Inicialmente designada por impulsos de vida. Estes impulsos perpetuar (a) o tema da vida, incentivando-os a encontrar comida
e da água e (b) a vida da espécie, incentivando-os a procurar sexo. A energia desses
 impulsos motivacionais da vida “, OOMPH” que impulsiona a nossa psique,
Chamei libido, do latim significante de “Desejo”.

Freud’s experiência clínica levou-o a considerar sexo como uma necessidade muito mais importante do que outros na dinâmica da psique. Estamos, após
todos, criaturas sociais, e sexo é a maior das necessidades sociais. Mas, embora não podemos esquecer que, quando Freud falou sobre sexo, falando
muito mais do que apenas relações sexuais, libido é considerado como o impulso sexual.

Mais tarde em sua vida, Freud começou a acreditar que os impulsos de vida não explica toda a história. Libido é uma coisa viva, o princípio do prazer
nos mantém em constante movimento. E o fim de todo este movimento é o de alcançar a calma, ser feliz, estar em paz, não mais necessita.
Você poderia dizer que o objetivo da vida, partindo desse pressuposto, é a morte. Freud começou a considerar “baixo” ou “um lado” dos impulsos de vida
tinha um conceito de morte. Começaram a defender a ideia de que cada pessoa tem uma necessidade inconsciente de morrer.

Parece estranho uma idéia, em princípio, e certamente foi rejeitada por muitos de seus alunos, mas teríamos alguma base na experiência:
A vida pode ser uma bonita doloroso e cansativo. Para a grande maioria das pessoas, há mais dor do que prazer, coisa, aliás, que nos custa
trabalho de apoio. Morte promete libertação do conflito.

Freud referiu-se a isso como o início do Nirvana. Nirvana é um conceito budista normalmente traduzido como “Heaven”, mas o seu significado literal é “soprar
drenagem “, como quando uma vela chama extingue-se suavemente pelo sopro. Refere-se a não-existência, nada, vazio, que é
o objectivo de toda a vida na filosofia budista.

As evidências do quotidiano conceito de morte e seu princípio de nirvana é o nosso desejo de paz, para fugir de estimulação, a nossa atração
pelo álcool e narcóticos, a nossa propensão para as actividades de forma isolada, como quando ficamos perdidos em um livro ou filme e em nosso desejo
para descansar e dormir. Às vezes, essa unidade é representada de forma mais directa, como suicídio e suicídio desejos. E em outras épocas
como Freud disse, na agressividade, crueldade, assassinato, e destrutividade.





A Morte e o Sentido da Vida


Amanhã, e amanhã, e ainda outro amanhã arrastam-se nessa passada trivial do dia para a noite, da noite para o dia, até a última sílaba do registro dos tempos. E todos os nossos ontens não fizeram mais que iluminar para os tolos o caminho que leva ao pó da morte. Apaga-te, apaga-te, chama breve! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre palhaç
o que por uma hora se espavona e se agita no palco, sem que depois seja ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e muito barulho, que nada significa.
Macbeth, Ato 5, Cena 5, linhas 22-31

Na escala do tempo da história da Terra a vida de um ser humano é um mero piscar de olhos. Nascemos, vivemos e morremos – e então não mais somos “lembrados”. A morte é como um sono sem sonhos do qual nunca acordamos, nossa consciência suprimida para sempre [1]. Se esta vida é tudo o que se apresenta, qual é o seu sentido? Se estamos todos fadados a morrer de qualquer forma, que diferença faz o que fazemos nossas vidas? Podemos influenciar as vidas de outras pessoas, mas elas também estão condenadas à morte. Em algumas poucas gerações a maioria de nossas realizações será totalmente esquecida, a memória de nossas vidas reduzidas a um mero nome entalhado numa lápide ou escrito numa árvore genealógica. Em alguns séculos até nossas tumbas se tornarão ilegíveis pela ação do tempo, restos de ossos serão tudo o que restará de nós. Exceto pela fossilização, até estes ossos serão desintegrados e nada de nós restará. Tudo de que fomos feitos será absorvido por outros organismos – plantas, animais, e até outros seres humanos. Novas espécies aparecerão, florescerão e desaparecerão, rapidamente substituídas por outras que preencherão o nicho deixado pela sua extinção. A humanidade também sucumbirá à extinção. Toda a vida na terra será varrida quando nosso sol moribundo tornar-se uma gigante vermelha, engolindo então a Terra. Finalmente, o universo tornar-se-á incapaz de permitir a existência de qualquer tipo de vida devido à sua eterna expansão, deixando apenas calor residual e buracos negros, ou senão se contrairá novamente unindo toda a matéria e energia num único Grande Buraco Negro. De qualquer forma, toda a vida no universo desaparecerá para sempre.

Essas considerações uma vez levaram Bertrand Russell a concluir que qualquer filosofia da qual valesse a pena falar seriamente teria de se fundamentar numa “fundação firme de incontrolável desespero” [2]. A morte torna a vida sem sentido? Apesar de muitas pessoas acharem que sim, um momento de reflexão irá mostrar que a morte é irrelevante para a questão do sentido da vida: se os seres humanos fossem naturalmente imortais – isto é, se não houvesse nada parecido com a morte – ainda assim a questão sobre o sentido da vida persistiria. A afirmação de que a vida é sem sentido porque termina em morte relaciona-se com a afirmação de que tudo o que tem sentido precisa durar para sempre. O fato de muitas das coisas às quais damos valor (como o relacionamento com outras pessoas) e atividades que achamos valiosas (como trabalhar numa campanha política ou educar uma criança) não durarem para sempre mostra que a vida não precisa ser eterna para ter sentido. Podemos mostrar também que a vida não precisa durar para sempre para ter algum sentido através de exemplos de vidas que duram para sempre e são inúteis. Na mitologia grega Sísifo é punido pelos deuses por ter dado conhecimento divino aos humanos. Sua punição é ser forçado a rolar uma enorme pedra até o topo de uma montanha. Assim que a pedra chega ao topo, ela é rolada novamente até a base da montanha. Sísifo está condenado a repetir esta tarefa inútil por toda a eternidade. A duração de nossas vidas nada tem a ver com elas terem ou não sentido. É irônico que tantas pessoas não tenham atentado para este ponto já que a punição eterna contida em O Mito de Sísifo de Albert Camus é o arquétipo da existência inútil.

A morte aparenta significar a falta de sentido da vida para muitas pessoas porque elas sentem que não há motivo em desenvolver o caráter ou aumentar o próprio conhecimento se nossos progressos serão em última instância tomados pela morte. Entretanto, há um motivo para desenvolver o caráter e desenvolver o conhecimento antes da morte nos alcançar: dar paz e satisfação intelectual às nossas vidas e às vidas daqueles com quem nós nos importamos, porque perseguir estes objetivos enriquece nossas vidas. Partir do fato de que a morte é inevitável não implica dizermos que tudo o que fazemos não faz diferença. Pelo contrário, nossas vidas têm grande importância para nós. Se elas não tivessem, não acharíamos a idéia de nossa morte tão desesperadora – não faria diferença se nossas vidas iriam acabar ou não. O fato de irmos todos morrer algum dia não tem correlação com a questão de nossas atividades valerem ou não a pena aqui e agora: para um paciente doente num hospital os esforços de um médico em aliviar sua dor certamente importam, independentemente do fato de tanto o paciente quanto o médico (e em última análise todo o universo) acabarão morrendo algum dia.

Mas o que faz com que tantas pessoas sintam que suas vidas, em última análise, são inúteis? O fato de que todos nós um dia iremos morrer é uma razão para este sentimento, mas não é a única. A outra razão para que tantas pessoas sintam que a vida não tem sentido é que, até onde a ciência pode mostrar, não há nenhum propósito maior para nossas vidas. Uma visão científica do mundo retrata a origem dos seres humanos como “o resultado da colocação acidental de átomos” [3]. Tanto individual quanto coletivamente, seres humanos vieram a existir devido a probabilidades. Como indivíduos, nossa existência foi possível devido ao sucesso reprodutivo de nossos ancestrais; como espécie, nossa existência foi determinada pelas mutações que acabaram por conferir uma vantagem adaptativa a nossos ancestrais evolutivos no ambiente em que se encontravam. Devido ao fato de não podermos discernir qualquer indicação de que fomos postos neste planeta para servir a um propósito dado a nós por um ser inteligente, nossa existência não parece fazer parte de nenhum plano maior. Se a ausência de um propósito maior é o que faz a vida ser em última instância sem sentido, nossas vidas seriam igualmente inúteis se fossem eternas. Da mesma forma, se fazer parte de um propósito maior desse às nossas vidas um sentido, então nossas vidas teriam sentido mesmo se a morte acabasse com elas para sempre.

Será realmente o caso, entretanto, que a ausência de um plano maior para nossas vidas tornaria a vida sem sentido? Aqui, também, um momento de reflexão mostrará que a falta de um propósito maior na vida é irrelevante para o seu sentido. Como um propósito maior para nossas vidas lhes daria um sentido? Suponha, por exemplo, que venhamos a descobrir que milhões de anos atrás extraterrestres manipularam geneticamente os hominídeos para produzir uma espécie mais inteligente, adequada para suas necessidades de trabalho escravo e estes extraterrestres ainda não voltaram à Terra para nos escravizar. Neste caso, nossa existência seria parte de um plano maior e daria um sentido às nossas vidas para os extraterrestres, mas isto não daria sentido a elas para nós. Sermos parte de um plano divino pode apenas dar sentido a nossas vidas se aceitarmos nosso papel no tal plano como importante para nós. Além disso, enquanto formos ignorantes a respeito de num suposto plano maior para nossas vidas – e certamente somos ignorantes a esse respeito –, não temos como saber qual é o nosso papel neste plano e, portanto, ele não é capaz de fazer nossa vida ter sentido. Nossas atividades são válidas por elas mesmas, e não porque atendem a algum propósito transcendental desconhecido.

Estas considerações mostram que nós devemos criar nosso próprio sentido para nossas vidas, independentemente de essas vidas servirem ou não a um propósito maior. Se nossas vidas têm ou não sentido para nós depende de como as julgamos. A ausência ou presença de algum propósito superior é tão irrelevante quanto a finalidade da morte. A alegação de que nossas vidas são “em última análise” inúteis não faz sentido porque elas teriam ou não sentido independentemente do que fizéssemos. Questões sobre o sentido da vida são questões sobre valores. Nós atribuímos valores para coisas na vida em vez de descobri-los. Não pode haver sentido na vida senão aquele que criamos para nós mesmos, pois o universo não é um ser consciente que pode atribuir valores para as coisas. Mesmo se um deus consciente existisse, o valor que ele atribuiria às nossas vidas não seria o mesmo que nós atribuiríamos e, portanto, seria irrelevante.

O que faz nossas vidas terem sentido é acharmos que as atividades que fazemos valem a pena. Nossa determinação para levar adiante projetos que criamos para nós mesmos dá sentido às nossas vidas. Sentimos que a vida é inútil quando a maior parte dos desejos que julgamos importantes é frustrada. Achar nossa vida importante ou não depende de quais objetivos importantes são frustrados. O julgamento que fazemos de nossas vidas nestes pontos é igualmente independente de a vida ser ou não eterna ou de ela fazer ou não parte de um propósito maior. Talvez o segredo de uma vida com sentido seja dar importância a aqueles objetivos que podemos atingir e minimizar aqueles que não podemos – desde que saibamos a diferença entre eles.

*Keith Augustine é estudante de doutoramento em filosofia na Universidade de Maryland, College Park

(
Keith Augustine - Sociedade da Terra Redonda)




Seu casamento pode estar em perigo...


Como o transtorno de hiperatividade atrapalha a relação, quais são os sinais para identificá-lo e os caminhos para reconstruir a vida a dois:

DISPARIDADE
Estima-se que 80% dos portadores do distúrbio sejam homens, o que sobrecarrega a mulher na relação.

Seu marido ou sua mulher esquece o que você disse no minuto seguinte? 
Não se lembra de pagar as contas e de buscar os filhos na escola? 
Começa uma série de tarefas, mas não conclui nenhuma? Vive de mau humor? 
É possível que ele ou ela seja portador de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). E que você e seu casamento também estejam sofrendo as consequências. De ordem neurobiológica, o distúrbio provoca dificuldades de concentração e organização, impulsividade e irritabilidade e atinge 5% da população. “Mesmo com esforços, o comportamento do portador de TDAH é sempre assim, e isso é capaz de fazer ruir uma relação”, diz o psiquiatra americano Edward Hallowell, professor da Faculdade de Medicina de Harvard e um dos maiores especialistas no assunto. Estima-se que 80% dos portadores do transtorno sejam homens.

O distúrbio ganhou visibilidade por dificultar o aprendizado de crianças na escola, mas agora começa a ser estudado com foco nas relações conjugais por especialistas da saúde, como Hallowell. Com a sua consultoria, a pesquisadora americana Melissa Orlov lança no mês que vem, nos Estados Unidos, o livro “The ADHD Effect on Marriage – Understand and Rebuild Your Relationship in Six Steps” (Os efeitos do TDAH no casamento – entenda e reconstrua a sua relação conjugal em seis passos). Nele, ela auxilia os casais a identificar e a conviver com o problema. “Quem se casa com o portador de TDAH se sente sobrecarregado, ignorado e abandonado. E quem possui o transtorno, além de se sentir frustrado, tem a sensação de que se casou com o ‘monstro da reclamação’, que vive criticando.” Segundo Melissa, dividir o teto com quem tem TDAH, no mínimo, sobrecarrega. Por exemplo: as mulheres assumem 60% das tarefas domésticas, de acordo com um estudo americano. Esse percentual sobe para 95% no caso de esposas de portadores do distúrbio.

Para que a relação não seja destruída, antes de tudo, é preciso identificar o problema. O professor César Pereira, 51 anos, descobriu ser portador quando o filho, que ia mal na escola, recebeu o diagnóstico, há três anos – o transtorno é hereditário. Até então, o desempenho de César na vida doméstica era um mar de frustrações. “Eu não podia contar com ele para receber recados, fazer compras, levar ou pegar as crianças na escola e pagar contas”, diz a mulher, a professora Cecília, 49 anos. Ela conta que o marido era muito prestativo, fazia tudo o que devia, porém nunca no dia ou na hora certos. Hoje, César é mais organizado, mas já chegou a esquecer o filho na escola. “Eu também era irritado e hiperativo. E, por falta de organização, fazia dívidas com facilidade.” O diagnóstico é sempre um divisor de águas. “Quem é portador encontra uma razão para as suas limitações. E o seu parceiro descobre que nada daquilo é pessoal”, diz Melissa.

(Claudia Jordão)