segunda-feira, 1 de julho de 2013

Exercícios físicos realmente pioram a azia crônica?

Para quem tem azia crônica, minimizar os exercícios pode parecer óbvio. Muita corrida ou saltos podem induzir o refluxo ácido. Porém, o tipo certo de exercícios, com algumas precauções, na verdade pode melhorar essa condição.
Estudos descobriram que sessões curtas de exercícios moderados pelo menos algumas vezes por semana podem reduzir o risco de doença do refluxo gastroesofágico, em parte porque reduz o índice de massa corpórea, um fator de risco essencial.
Um estudo, publicado em 2004 e que incluiu mais de 3 mil pessoas que relataram ter refluxo, descobriu que uma sessão de exercícios de meia hora no mínimo uma vez por semana (associada ao consumo de alimentos com alto teor de fibra) ajuda a reduzir pela metade o risco de apresentar refluxo gastroesofágico.
Duas medidas podem ajudar: evitar alimentos duas horas antes de praticar exercícios e ficar longe de bebidas isotônicas com muito carboidrato. Porém, o exercício específico é crucial. Cientistas descobriram que exercícios aeróbicos com maior "agitação do corpo", como corrida vigorosa, consistentemente induziu o refluxo ácido, até em pessoas que não tinham o problema. Exercícios menos agitados - como pedalar numa bicicleta ergométrica, por exemplo - causaram menos problemas.
Outro fator é a posição do corpo. Levantamento de peso com o braço, musculação na perna e qualquer outro exercício que envolva ficar deitado aumentam acentuadamente o risco de refluxo ácido. Um estudo de 2009 mostrou que surfistas apresentem risco muito maior de apresentar a doença do que outros atletas. "Remar de bruços sobre a superfície da prancha de surfe leva a um aumento da pressão intra-abdominal", escreveram os autores do estudo.
Conclusão: exercícios moderados, com as precauções certas, podem reduzir a incômoda azia crônica.

Moscas volantes

Ao ouvir a denominação moscas volantes, poucas pessoas vão entender do que se está falando. Mas, acredite, não se trata de um inseto voador, mas sim de um problema de visão. A maioria das pessoas não percebe quando está "enxergando" moscas volantes. Elas são manchas que se movem no campo de visão, lembrando bactérias, por exemplo. Então, ao vê-las, as pessoas têm a tendência de ignorá-las, esfregar o olho ou lavá-lo e seguir como se fosse apenas um "sujeirinha", digamos.
Mas é algo um pouco pior. Moscas volantes, por definição, é um defeito ocular manifestado na visão em forma de manchas, pontos, teias, linhas e outras, com manchas sendo a principal maneira. "Quase 100% das pessoas podem vê-las", diz o oftalmologista Ricardo Sampaio. "Uma das causas é a idade. Portanto, é mais comum em pessoas de 40 anos ou mais, mas também em pessoas míopes. Outro tipo de pessoa que percebe a presença de moscas volantes é quem já teve uveíte, uma inflamação na coróide ou na retina. Em menor quantidade, pode ser indicação de lúpus ou artrite", completa.
São mais perceptíveis quando se olha para fundos lisos, como o céu, por exemplo. Mas não estão do lado de fora do olho: na verdade, elas se localizam no vítreo, a "gelatina do olho", como fala Sampaio, fluído transparente que preenche a cavidade interna do olho. Então, elas são vistas como sombras pela retina.
Reinaldo Andrade, estudante de Logística, tem apenas 25 anos, mas moscas volantes são comuns em sua visão, e desde pequeno. "Quando eu era menor via e pensava que estava vendo bactérias ou seres microscópicos, mas nunca comentei com ninguém. Achava estranho, mas nunca pensei que era algo grave", disse. Seu pensamento resume o que a maioria acha: está vendo algo estranho que não será entendido pelos outros.
Pamela Favero, 18, estudante, também convive com moscas volantes. Quando era pequena, diz, "achava coisa de criança". "Porém, com o tempo, passou a não ser mais legal, achei que era um problema e, como minha irmã tem problema na córnea, achei que pudesse ter alguma relação", comenta.
Aparentemente inocentes, as moscas podem ser sinal de problema grave, mas não na córnea, como achava Pamela: descolamento de retina. Quando o vítreo se separa da retina, ela pode se rasgar, o que causa pequeno sangramento no interior do olho que pode ser percebido quando muitas moscas volantes são enxergadas ao mesmo tempo. Porém, é incomum surgirem desta maneira.
A vergonha e o pensamento de que ninguém entenderá o que se passa devem ser combatidos com uma ação: procurar um médico. "Assim que perceber que está vendo pontos, manchas, procure um médico. Não há tratamento, mas precaução é necessária".
Pamela conta que, por um acaso, sua mãe um dia reclamou. "Ela comentou meio preocupada, foi quando eu contei que também via e falei que não era nada preocupante. Mas procuramos um médico, e ele disse que era algo comum", explica.
Porém, como já explicado, as moscas podem sim ser algo grave. "Pode até ser um pequeno buraco na retina", Sampaio conta. Além disso, quando elas aparecerem, movimentar os olhos de forma circular pode diminuir sua quantidade.
É um defeito ocular geralmente manifestado em forma de manchas Foto: Divulgação

Por que algumas vezes choramos de tanto rir?



Rimos na alegria e choramos na tristeza, certo? Não exatamente. As duas ações e sensações podem se misturar. O motivo não é completamente compreendido por especialistas, mas nós podemos chorar de tanto rir e até rir quando estamos com vontade de chorar.
Uma das explicações é que tanto rir como chorar acontecem durante momentos de alta tensão emocional, segundo o psicólogo da Universidade de Maryland, Estados Unidos, Robert Provine, em entrevista ao site Lifes Little Misteries.
De acordo com ele, a mesma área do cérebro humano é responsável pelo choro e pelo riso. Lesões nessas partes do cérebro são relacionadas, inclusive, a uma síndrome conhecida por Risadas e Choros Patológicos (PLC, na sigla em inglês), que é caracterizada por incontroláveis acessos destas ações. Como a mesma lesão causa tanto lágrimas como risadas é possível que essas ações estejam intimamente relacionadas.
Outra explicação é que existem lágrimas resultantes de fortes movimentos corporais, como risadas vigorosas. Essas lágrimas são consideradas reflexivas porque resultam de fatores externos e não de emoção. Contudo, são lágrimas que surgem depois de rirmos.

Por que acordamos com algumas partes do corpo inchadas?

Não é raro, após uma boa noite de sono, acordarmos com o rosto, os olhos ou as mãos inchadas. Mas por que isso acontece?
Cerca de 70% do nosso corpo é composto de líquidos e quase um terço deste total é extracelular, ou seja, circula por fora das células do nosso organismo. Quando nos deitamos para dormir, os líquidos extracelulares se distribuem de forma mais uniforme por todo o corpo, inclusive a cabeça, provocando inchaço nas pálpebras. Mas além destas, a região abaixo dos olhos, o rosto e as mãos podem ficar inchados.
A médica e dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Ana Paula Meski, explica que em uma pessoa saudável a retenção de líquidos durante o sono está relacionada à posição que ela dorme. "Enquanto dormimos, a drenagem linfática do nosso corpo diminui e acumulamos linfa (uma espécie de soro composta de nutrientes) com mais facilidade nas extremidades como mãos, pés, pálpebras e rosto".
Uma pessoa que costuma dormir de barriga para baixo, por exemplo, tem maior tendência de acordar com olhos e rostos inchados, porque nesta posição é mais fácil acumular o líquido extracelular.
O professor de Educação Física da Unicamp, Edison Duarte, alerta, porém, que acordar todos os dias com o corpo inchado pode significar alguma deficiência circulatória e, por isso, o correto seria procurar um médico. Em geral, quem tem problemas cardíacos, circulatórios ou renais possui dificuldade para eliminar líquidos pela urina e acabam inchando mais que as outras pessoas.
O inchaço no corpo pode estar relacionado a outros fatores também, como ingestão exagerada de sal, de bebidas alcoólicas ou mesmo com as temperaturas climáticas. No verão é mais comum nos depararmos com inchaços de algumas partes do corpo do que no inverno.

Alergias de salmão e frutos do mar

Alergia é uma condição que surge depois de comer peixe salmão.

Se você é alérgico a salmão, na maior probabilidade de que você pode ter alergia a outros peixes também. Isso pode incluir peixes e outros frutos do mar.

A proteína encontrada em peixes salmão é a causa da alergia.  Não são todas as pessoas que ao comer o peixe salmão corra o risco de alergia; depende da susceptibilidade individual à proteína do salmão.

Em algumas pessoas hipersensíveis, o sistema imunitário reconhece esta proteína a ser prejudicial e reage a ele dando origem a uma variedade de sintomas alérgicos salmão.

Sintomas da alergia salmão
Os sintomas podem ocorrer em qualquer idade, pode afetar uma criança e um adulto.
Uma vez que você é alérgico ao salmão, você permanece alérgico para toda a vida.

Os sintomas podem ocorrer pela ingestão, inalação ou tocar os peixes.
Pele sintomas incluem prurido, urticária, inchaço e prurido.
Sintomas de estômago incluem vômitos, dor abdominal, diarréia, febre, etc
Os sintomas respiratórios incluem falta de ar, tosse.
Os sintomas nasais como coriza, coceira no nariz e olhos.
Inchaço do rosto e os olhos.
Formigamento na boca, garganta e língua são outros sintomas de alergia.
A situação de vida mais ameaçador é chamada de anafilaxia. Ela ocorre raramente, mas é condição muito séria e requer tratamento imediato.

Tratamento
Exame de sangue e teste de pele são as ferramentas patológicas, para detectar alergia salmão.
O tratamento consiste em aliviar os sintomas, como não há cura para a alergia específica salmão.
Se você tiver histórico de alergia salmão, evitar comer salmão e outros peixes e frutos do mar.
Em caso de alergia leve, o médico pode sugerir anti-histamínico, ou se não é a anafilaxia tratamento de emergência reação é necessária.

O que a língua pode revelar sobre a sua saúde

Pouca gente sabe, mas observar a própria língua pode ser um bom medidor de como anda a saúde. Uma língua saudável é rosada, viçosa, brilhante, com bom tônus e saburra (crosta que cobre o fundo da língua) branca, fina e úmida. "Em contrapartida, a presença de tremores, inchaço, marcas de dentes ou cor alterada demonstram um aspecto menos saudável", afirma a homeopata Maisa Misiara.

Alterações na cor e no aspecto do órgão indicam, principalmente, deficiências de vitaminas no corpo, segundo Estelita Betti, otorrinolaringologista do Hospital Albert Einstein. De acordo com ela, uma língua esbranquiçada pode indicar deficiência de ferro ou biotina (vitamina que desempenha papel na manutenção da pele). Já uma língua avermelhada e inchada pode significar falta de vitaminas E, B2 e B3. Carência de vitamina B12 e ácido fólico podem gerar uma sensação de ardor. Neste último caso, é importante descartar a presença de fungos (candidíase oral), que pode gerar os mesmos sintomas.

Uma língua saudável é rosada, viçosa, brilhante, com bom tônus e saburra branca, fina e úmida

Porém, mais do que uma simples deficiência nutricional, a falta de vitaminas no organismo pode indicar que há algo mais sério acontecendo. "Pessoas com doença crônica que cause má absorção tendem a ter dificuldade em absorver vitaminas lipossolúveis (A, D e K) e vitamina B12. As doenças do fígado prejudicam o armazenamento de vitamina A e B12 e interferem com o metabolismo de proteínas e glicose. E pessoas com doença renal têm deficiência de proteína, ferro e vitamina D", explica.

Revestimento alterado

Além da cor da língua, observar o aspecto e a saburra pode render subsídios para a descoberta de outros males. "Quando existe uma redução do fluxo salivar, aumento da viscosidade da saliva ou da descamação da língua, estes três fatores, isoladamente ou associados, irão aumentar a saburra lingual", explica Betti.

Algumas doenças sistêmicas podem reduzir a parte líquida da saliva, causando um acúmulo anormal de restos sólidos sobre o órgão. "Isso é comum em pacientes diabéticos ou desidratados", fala Betti. Já pessoas que respiram pela boca, como as que têm rinite e sinusite, podem desenvolver uma maior descamação lingual (veja mais exemplos de alterações no quadro ao fim do texto).

Segundo a otorrinolaringologista, doenças do aparelho gastrointestinal não se refletem na língua, ao contrário do que muitos acreditam. "Não está comprovado que doenças do esôfago e ou do estômago causem saburra lingual", afirma.

Antes de qualquer diagnóstico, que pode ser feito por meio da análise visual ou de exames como a sialometria (análise do volume, viscosidade e densidade da saliva), vale avaliar se a pigmentação da saburra é real ou fruto de algum alimento ingerido recentemente.

De acordo com Ana Kolbe, cirurgiã dentista e presidente da Associação Baiana de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca, fatores emocionais também podem afetar a saburra. "Ela imediatamente se altera em consequência de estresse, ansiedade e traumas. O mesmo acontece pelo uso de medicamentos como antidepressivos", avalia.

Em pacientes estressados, explica Betti, o corpo faz aumentar a produção de mucina, responsável pela viscosidade da saliva e pela aderência de micro-organismos sobre o dorso da língua, fazendo aumentar a saburra.

Prática milenar

A observação da língua como subsídio para a descoberta de doenças não é algo novo. A prática é usada há mais de 5.000 anos pela medicina chinesa. Segundo a antiga sabedoria, o órgão conteria prolongamentos dos meridianos do corpo, permitindo que a energia dos órgãos vitais ficasse visível nela. "Ao observamos a língua de alguém, podemos conhecer seu corpo por inteiro, dos órgãos à sua psique. Cada pedacinho nos conta que algo está acontecendo", explica Misiara.

A LÍNGUA TAMBÉM PODE DIZER UM POUCO SOBRE QUEM VOCÊ É, SEGUNDO A MEDICINA AYURVEDA. VEJA MAIS A SEGUIR:

A língua pequena, fina, de aparência um pouco seca, áspera e ativa pode demonstrar uma natureza leve. São pessoas criativas, alegres, mas, por outro lado, agitadas, medrosas e ansiosas
A língua larga em sua base e afilada na ponta pode demonstrar uma natureza emocional clara. São pessoas objetivas, práticas, perfeccionistas, com senso de justiça, mas, por outro lado, indignadas, irritáveis e coléricas
A língua de formato redonda, grossa, lisa e úmida pode demonstrar uma natureza emocional suave. São pessoas amorosas, que gostam do contato, da vida, mas, por outro lado, podem se apresentar apegados, melancólicos, com propensão a mágoas e ressentimentos
Fonte: Maisa Misiara, Homeopata
Como a planta dos pés e os olhos, seria uma espécie de "mapa" do corpo humano: a ponta representa a cabeça e o coração; a base, os órgãos pélvicos; o centro, o baço e o estômago; e as laterais, o fígado e os pulmões.

Alterações indicariam desequilíbrios de yin e yang no corpo. "Se está mais para vermelha significa uma predominância de yang. Quando está pálida significa uma predominância de yin. Se a saburra está espessa e pegajosa, significa que os líquidos orgânicos estão mais espessos, uma alteração chamada de fleuma. Se há marcas de dentes significa que há uma deficiência na energia vital", lista o clínico geral Alex Botsaris, especialista em medicina chinesa.

Também para a medicina oriental a língua pode ser afetada por questões emocionais. De acordo com Botsaris, a alteração surge quando algum problema se aprofunda. "Isso significa que precisa ser intensa e persistir por muito tempo para afetar a língua", diz ele.

Segundo Misiara, uma rachadura no meio da língua ou o órgão com aspecto inchado e com marcas de dentes podem indicar que a pessoa anda estressada. "Quando profundo, o sulco significa que a pessoa guarda muitas emoções", relata.

Como não há comprovação científica, ainda há muito ceticismo sobre essas teorias. Alguns profissionais, no entanto, acreditam que a observação da língua pode complementar o diagnóstico da medicina tradicional. "Na minha prática, a medicina chinesa incorpora conceitos que melhoram a avaliação e o resultado dos tratamentos, incluindo o exame da língua", conta Botsaris.

Em qualquer um dos casos citados, é indispensável procurar um médico especialista e não tratar qualquer tipo de doença apenas com base na avaliação da língua. Este tipo de exame é apenas auxiliar e também não deve ser feito em casa, sem orientação.

"O diagnóstico pela língua é complementar e não dispensa uma avaliação geral do paciente", frisa Kolbe. "Devemos somá-lo ao exame geral e buscar outros recursos diagnósticos que confirmem nossa hipótese", pontua Misiara.

VEJA ALGUMAS ALTERAÇÕES NA LÍNGUA E SUAS POSSÍVEIS CAUSAS

Língua vermelho-clara com revestimento branco-amarelado na metade direita
Diagnóstico: deficiência na vesícula biliar, deficiência circulatória, anemia
Língua vermelho-clara com algumas ondulações nas bordas e revestimento fino, branco, pegajoso e escorregadio
Diagnóstico: doenças alérgicas, deficiência respiratória, paciente que respira pela boca
Língua vermelha e fissurada com pouco revestimento
Diagnóstico: insuficiência renal, nefrite, bronquite, problemas digestivos, desnutrição
Língua roxo-escura com revestimento amarelo, branco, pegajoso e deteriorado (putrefeito)
Diagnóstico: insuficiência cardíaca e infecção pulmonar
Língua roxo-clara com revestimento branco e pegajoso
Diagnóstico: doenças endócrinas e síndrome de Cushing
Língua vermelho-clara com manchas hemorrágicas e pontos negros, revestimento branco e ligeiramente úmido e espesso
Diagnóstico: síndrome depressiva, deficiência de baço